O reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Pedro Gordan, disse ontem que a instituição está aberta à Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Assembléia Legislativa, criada para investigar denúncias de irregularidades nas faculdades e universidades estaduais. Os membros da CEI pretendem iniciar os trabalhos pela UEL devido às denúncias contra a administração do ex-reitor Jackson Proença Testa, incluindo pagamentos de cargos comissionados e funções gratificadas.

De acordo com Gordan, em 1992 os servidores foram transferidos do regime CLT para o estatutário. Porém, até hoje o governo do Estado não encaminhou à Assembléia um projeto criando os novos cargos na universidade que, formalmente, não existem. Segundo ele, a UEL tem hoje 3.769 funcionários que custam mensalmente R$ 3,5 milhões. Os professores somam 1.646 e custam R$ 4,3 milhões mensais. Gordan disse que o Estado repassa 75% das receitas da universidade. O restante, segundo o reitor, é obtido com receitas próprias, como a taxa do vestibular da UEL e a arrecadação do Hospital Universitário (HU).

Gordan também esclareceu que todos os servidores e docentes da UEL passaram por concurso público e atualmente 40 pessoas ocupam cargos em comissão. O reitor negou que a UEL tenha um número excessivo de funcionários. Segundo ele, o que pode haver ''é uma má-distribuição dos funcionários''. Por isso, acrescentou Gordan, a universidade deverá sofrer uma reforma administrativa, que vem sendo pleiteada desde 98 pelo Conselho de Administração.

mockup