O promotor de Defesa do Patrimônio Público de Londrina, Bruno Galatti, recebeu ontem do procurador jurídico da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Júlio Rodolfo Roehrig, a documentação relativa aos gastos publicitários da instituição de 1997 a 2000. A investigação foi aberta depois que o apresentador de TV Márcio Mello acusou Itaicy Mendonça, chefe de gabinete do reitor Jackson Proença Testa, de receber R$ 8 mil do ex-deputado Benedito Pinga Fogo de Oliveira, sócio-proprietário da Rádio Nova Ingá, de Maringá. O valor seria a devolução de parte de um contrato superfaturado firmado entre a emissora e a UEL, em 97, para veiculação de propaganda do vestibular.
Ontem, o MP também recebeu representantes do Sindicato dos Professores de Londrina (Sindiprol), da Associação dos Docentes da UEL (Aduel) e do Diretório Central dos Estudantes (DCE). O grupo requisitou aos promotores Bruno Galatti e Solange Vicentin cópias da documentação entregue sobre gastos publicitários. O objetivo, segundo o presidente da Aduel, Evaristo Colmán, é instruir um pedido de auditoria para o Tribunal de Contas (TC) do Estado.
Além do MP e da própria UEL, o delegado do 3º Distrito Policial, Marcelo Sakuma, abriu um inquérito policial para apurar o furto de três computadores da reitoria menos de uma semana após a denúncia de Mello. Um dos computadores era do próprio Itaicy. Ontem, o delegado informou que continua fazendo diligências para identificar um suspeito que foi visto na UEL na madrugada do furto. Até agora ninguém foi indiciado.

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