Nesta semana, foi noticiado em diversos veículos da mídia londrinense e no Boletim Notícia, que circula dentro da Universidade Estadual de Londrina, o encontro entre a reitora da instituição e ''lideranças empresariais e políticas'' da cidade. O propósito da reunião seria a maior integração da universidade com a sociedade londrinense, que a reitora afirma ser sua intenção com a proposta de um ''conselho consultivo'' formado por ''membros da sociedade'', que seria discutida no Conselho Universitário (C.U.).
O que a reitora não diz é que proposta idêntica foi discutida pelo C.U. durante as alterações do Estatuto da UEL e que tal proposta foi rejeitada pelo Conselho. Como o C.U. é a instância máxima da Universidade, a reitora está negociando com ''membros da sociedade'' algo que está acima de suas atribuições decidir. O desrespeito às decisões da comunidade universitária, tão evocado como grande mal de administrações anteriores, mostra-se uma prática ainda comum.
É importante que fique claro que a proposta de semelhante conselho foi rejeitada não porque os membros do C.U. não desejam uma maior integração entre universidade e sociedade ou porque tenham medo de algum tipo de intromissão, mas justamente porque o conselho proposto não resolveria o problema do distanciamento entre a universidade e a realidade social que a cerca.
ANA LAURA AZEVEDO (estudante da UEL), Londrina
A ciência do futuro
O genoma é o conjunto de genes de um organismo que contém informações sobre as principais características hereditárias, alterações e doenças que o ser humano pode sofrer. Tal é a importância da elucidação do genoma humano que empresas farmacêuticas e governos uniram-se em uma pesquisa internacional. Esta pesquisa é conhecida como Projeto Genoma Humano (PGH), tem como objetivo primário a identificação e mapeamento de todos os genes podendo assim, num segundo plano, abrir novos caminhos para o tratamento de doenças que afligem a humanidade como o câncer. Possibilitando a execução de novas idéias como a terapia genética que é um termo que surgiu pela primeira vez em 1990, quando se curou uma criança com um problema no seu sistema imunológico; ascendendo uma onda de euforia sobre o potencial de cura através da alteração do DNA.
Mas não é só na área da saúde que o entendimento desta molécula (DNA) trará grandes benefício futuro. No Paraná mesmo, atualmente, está sendo desenvolvido nos laboratórios de universidades como a UEL, UEM, UFPR e outras, um projeto denominado Genopar. O projeto busca inicialmente decifrar o genoma de uma bactéria responsável pela fixação de nitrogênio. De posse desta informação a engenharia genética poderá, entre outras coisas, transferir o pedaço do DNA da bactéria responsável pela fixação do nitrogênio para as plantas (estas necessitam fixar nitrogênio mas não conseguem fazê-lo naturalmente) permitindo um desenvolvimento mais intensificado e produtivo.
VAGNER ALEXANDRE BONGIORNO (acadêmico de Ciências Biológicas), Maringá
CORREÇÃO
A legenda correta da foto na coluna Sociedade de sábado, no Folha 2, é Neuza e Orlando Sanches.

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