A Universidade Estadual de Londrina (UEL) adiou para o ano que vem as eleições para a escolha do novo reitor da instituição. Com isso o mandato temporário do médico Pedro Gordan, que assumiu após o afastamento do reitor Jackson Proença Testa, foi prorrogado até 10 de junho, quando haverá a posse do eleito. As decisões foram tomadas ontem de manhã pelo Conselho Universitário. A justificativa para o adiamento do processo foi a greve de professores e servidores, com início marcado para segunda-feira.
O regimento eleitoral será definido pelo conselho duas semanas após o final da greve. A princípio o calendário eleitoral deverá ser o mesmo da última eleição, com o registro de chapas na segunda quinzena de março e votação na segunda quinzena de abril. Um eventual segundo turno seria realizado na primeira quinzena de março e a posse do eleito, 10 de junho. Pela primeira vez o reitor e seu vice deverão assumir os cargos na mesma data. Ainda falta definir se a eleição será feita pelo voto paritário e se candidato a reitor terá de ser doutor com cinco anos de experiência administrativa, ou se funcionários também poderão disputar o cargo.
De acordo com Pedro Gordan, o entendimento do conselho foi de que a eleição e o andamento dos processos administrativos para investigar as denúncias contra Testa poderiam ser ''atropelados'' pela greve. ''Foi uma decisão unânime de todos os conselhos departamentais, mas não era nossa intenção'', afirmou. Gordan disse ainda que ele e a vice-reitora, Vera Suguihiro, não serão candidatos à reeleição.
Como ficará mais tempo no cargo, Gordan já começa a preparar seu plano de administração. Segundo ele a proposta é realizar coisas importantes que não onerem a universidade. ''Não posso deixar o caixa vazio para quem entrar', a finalidade é deixar uma universidade tranquila para o próximo reitor'', afirmou. Sobre a greve marcada para segunda-feira, Gordan afirma que o Conselho de Administração da universidade considerou as reivindicações justas.
A prorrogação do mandato de Gordan não foi unanimidade no Conselho Universitário. César Caggiano Santos, presidente do Sindicato dos Professores se absteve da votação. ''Minha preocupação foi o de tornarem as eleições um processo de cunho financeiro com outros interesses que não os da instituição'', comentou.

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