Pelo menos 19 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) fechadas durante a greve, pelos cálculos da Prefeitura, e 25, pelos do Sindserv, reabriram ontem as portas no primeiro dia após a decisão da assembléia de quinta-feira. Contudo, esses postos só voltam a atender a população na segunda-feira: ontem, as cenas de abandono tiveram de ser contornadas por pequenas reformas, limpeza e reabastecimento de suprimentos e medicamentos - vários deles com prazo de validade vencido.
Na parte da manhã, representantes do sindicato fizeram um 'tour' por várias UBSs e constataram problemas como infiltrações e rachaduras, em meio à sujeira. Na unidade do Jardim Bandeirantes (Zona Oeste), por exemplo, a coluna do teto do corredor cedeu e, conforme uma servidora que não quis se identificar, a orientação em dias de chuva, mesmo antes da greve, era para que funcionários e pacientes evitassem passar pela área.
''Isso mostra descasos anteriores, e não problemas trazidos pela greve'', exeimiu-se um dos diretores do Sindserv, Éder Pimenta. Segundo ele, todos os funcionários do setor convocados a voltar ao trabalho, na assembléia, compareceram ontem ao serviço.
Já a diretora executiva da Secretaria Municipal de Saúde, Marlene Zucoli, afirmou que nem todos voltaram, mas não citou números. ''Temos muita gente que não voltou, mas sabemos que é um dia difícil, e que várias pessoas compensam horas'', minimizou. Pelos cálculos da diretora, 22 unidades até então fechadas chegaram a ser abertas em tempo integral, mas, em virtude da esterilização e da reposição de materiais, 19 foram fechadas ao público e só devem reabrir segunda.
''Procuramos nos dedicar mais às quatro unidades de pronto-atendimento mais amplo'', disse. Sobre os problemas de rachadura e infiltração, a diretora explicou que eles ''não são problemas novos'', mas resumiu: os planos de reforma são apenas para 2007. Os pequenos reparos pelos próximos dias devem consumir R$ 11 mil.
No Pronto Atendimento Infantil (PAI) e no Pronto Atendimento Municipal (PAM), explicou a gerente Vera Lúcia Mendes dos Santos, o atendimento foi totalmente restabelecido: 50 grevistas voltaram ontem às atividades. Já o Centrolab, de análises clínicas, prevê normalização só semana que vem. (J.G.)

mockup