TV vai divulgar atividades da Assembléia
Leandro Donatti
De Curitiba
A Assembléia Legislativa do Paraná volta do recesso, em meados de fevereiro do ano que vem, de olho na telinha. O deputado estadual José Maria Ferreira (PSDB), segundo secretário da mesa executiva, está em fase final na elaboração de um projeto que institui a TV Assembléia, um canal a cabo nos mesmos moldes da TV Senado e da TV Câmara, para divulgar as ações do Poder Legislativo do Paraná.
Numa primeira etapa, até que a lei seja aprovada pelos deputados, a divulgação das sessões será feita de modo bastante simples. Uma câmera e um cinegrafista filmando tudo, conta José Maria Ferreira. A mesa executiva estuda a possibilidade de contratar os serviços do ex-deputado Lindolfo Luiz Junior, responsável por um programa do gênero, a Tribuna do Cidadão.
O ex-deputado grava diariamente flashes dos deputados há um ano. O programa vai ao ar diariamente quatro vezes ao dia e é retransmitido pelo canal 11 da Net e 42 da antena. A concepção do meu programa é mostrar sempre o lado bom do Legislativo. Para falar mal, sempre tem muita gente, avalia Lindolfo Junior que, além de apresentador, atua na produçãos dos programas.
Ferreira não sabe ainda quanto vai custar a TV Assembléia, com o aparato necessário para as gravações e transmissões. É um assunto que vai ser discutido pela mesa executiva, assinalou. A Assembléia de Santa Catarina instalou há cerca de um mês a sua TV Assembléia. O custo médio mensal para a manutenção do sistema fechou até o momento em R$ 30 mil.
O 2º secretário da Assembléia do Paraná classifica seu projeto como arrojado. Vamos solicitar um canal para rodarmos 24 horas os assuntos que movimentam o Legislativo paranaense, avisa, tomando por base a Lei 8.977 de 1995. Esta lei garante espaço gratuito para o poder legislativo de um modo geral expor assuntos e temas tidos como de relevância popular.
Lindolfo Junior não revela quanto cobra para colocar os deputados na TV. Assinala que presta um serviço especializado não só para deputados como para vereadores. Para se atingir os resultados há necessidade de produção, da discussão de como vai ser a linha (editorial) do programa. Não temos sentido, por parte das TVs chapas-branca, como a do Senado e a da Câmara, melhora da imagem do Legislativo, analisou o ex-depuyado, cotado para assumir o filão.
A instalação da TV Assembléia, projeto tocado pela atual mesa executiva e que deve ser implementado na volta do recesso, faz parte de um acordo político firmado entre a oposição e o presidente da Casa, Nelson Justus (PTB), quando da eleição da mesa, na primeira quinzena de setembro. Pedimos isso ao Nelson por entendermos ser uma medida necessária para o tempo em que vivemos. A população tem de saber mais o que a Assembléia faz e as TVs a cabo podem nos ajudar nesse processo, observa o líder da bancada do PMDB, Orlando Pessuti.
O deputado peemedebista acha que os registros não devem se restringir às sessões ordinárias, mas também às reuniões das comissões permanentes, que hoje são cerca de 15 instaladas. Ninguém vai se ausentar durante as discussões. A TV Assembléia pode tanto ajudar como atrapalhar a vida de um parlamentar. Quem não souber usar o seu espaço, ficará em maus lençóis, pondera Pessuti.Projeto de lei institui um canal a cabo, nos mesmos moldes da TV Senado, que funcionará já a partir do próximo ano
Arquivo FolhaNA TELINHAFerreira, autor do projeto: Vamos solicitar um canal para rodarmos 24 horas os assuntos que movimentam o Legislativo





