Brasília- A TV Justiça, instituída recentemente por uma lei aprovada pelo Congresso, deverá começar a transmitir sua programação por cabo, em 11 de agosto, para apenas 35 grandes cidades do País.
De acordo com a Assessoria de Imprensa do Supremo Tribunal Federal (STF), a não utilização de toda a rede de cabo do País, distribuída em 174 municípios, se deve a limitações orçamentárias do Poder.
Apesar de ser gerenciada pelo Supremo, a TV Justiça foi idealizada como uma rede de comunicação descentralizada. Terão acesso ao seu espaço não apenas as cúpulas dos tribunais superiores, como também os tribunais estaduais e regionais federais, o Ministério Público, a Defensoria Pública e todo e qualquer órgão que preste serviço relacionado ao Judiciário.
''Não será uma TV do Supremo, mas sim do Poder Judiciário'', tem afirmado o presidente do STF, ministro Marco Aurélio Mello. ''Estamos criando um novo modelo de TV pública. A produção da chamada 'cabeça de rede' será pequena, pois queremos estimular que todos os órgãos da Justiça utilizem democraticamente os espaços'', explica o assessor de Imprensa do STF, Renato Parente.
Sessões - A programação da TV Justiça será repetida três vezes por dia: a original, das 14 às 20 horas, depois das 20 às 2 horas e, por último, das 8 às 14 horas do dia seguinte.
Todas as sessões do Supremo, que ocorrem às quartas e sextas-feiras, serão transmitidas ao vivo. Mas qualquer notícia importante que surja nos quatro cantos do País também poderá ser transmitida por meio dos equipamentos de outras TVs públicas locais conveniadas. O âncora será um jornalista com formação em Direito.
O canal, criado por uma modificação na Lei do Cabo, deve ser oferecido gratuitamente pelas operadoras de televisão por assinatura, mas é o Supremo que deve pagar pelas operações de produção, pela emissão de seu sinal até o satélite e, também, pela conexão com a rede de TV a cabo.

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