Curitiba - A TV Assembléia, canal de televisão com notícias e informações sobre as atividades desenvolvidas pelos deputados estaduais, começou a funcionar ontem ao meio-dia. A programação poderá ser acompanhada pela NET, TVA e demais operadoras de TV a cabo, via antena parabólica e também pelo Canal 21 (canal UHF), que exibirá as sessões plenárias ao vivo.
A inauguração da TV Sinal (Som, Imagem e Notícias da Assembléia Legislativa) era aguardada há mais de um ano. Inicialmente, a instalação da TV estava prevista para acontecer no ano passado, mas o projeto foi adiado por causa de ações judiciais questionando o processo de licitação, vencido pela produtora GW, em agosto de 2006.
''Essa é uma marca fantástica na história da democracia, da transparência da vida pública'', afirmou o vice-governador Orlando Pessuti em seu discurso, resumindo a expectativa dos parlamentares, que acreditam que com a TV a população terá mais condições de acompanhar as ações dos deputados. ''Nós montamos uma das melhores TVs do Brasil'', assegurou o presidente da AL, deputado Nelson Justus (DEM). Segundo ele, de todas as assembléias do País, apenas Sergipe e Paraná ainda não tinham uma TV própria.
Para manter a TV no ar, o gasto mensal da AL será de cerca de R$ 460 mil, sendo R$ 360 mil pagos à GW, responsável pela produção de conteúdo, e R$ 100 mil ao Canal 21. A Casa já paga R$ 328 mil por mês à GW desde o segundo semestre do ano passado para que a empresa produza o conteúdo da TV. ''Podemos afirmar que é o mais baixo custo do País e a de maior qualidade'', disse Justus.
Segundo ele, foi feita uma parceria entre a AL e bancos Itaú e HSBC, que em troca de operar as contas bancárias da Casa, doaram R$ 7 milhões ao Fundo Especial de Modernização e Aprimoramento Funcional da Assembléia Legislativa (Femalp), aprovado em outubro, e cujos recursos serão utlizados na operação da TV Assembléia, implantação do painel eletrônico e na informatização do processo legislativo.
A TV Sinal terá 12 horas diárias de programação, com início das transmissões ao meio-dia, de domingo a sábado. Além das sessões plenárias, a programação vai abordar o trabalho das comissões, entrevistas, telejornais, programas educativos, de cidadania, cultura e memória histórica.
O Canal 21, de propriedade do empresário e secretário de Estado Luiz Mussi, foi a única empresa a participar da licitação. A escolha chegou a ser questionada pelas empresas Embratel e DTS Telecom (do Rio de Janeiro). Elas reclamavam que o edital limitava a participação das empresas.

Serviço - Para saber o número do canal que irá transmitir a TV Assembléia é preciso se informar junto às operadoras de TV a cabo. Em Curitiba, os canais estipulados são o 16 na NET e o 90 na TVA.

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