Turek nega venda de voto para Estado vender Copel
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segunda-feira, 03 de setembro de 2001
Maria Duarte<BR>De Curitiba 
A Corregedoria da Assembléia Legislativa começou a apurar ontem denúncias de compra de votos de deputados governistas para apoiar a venda da Companhia Paranaense de Energia (Copel). O deputado Nelson Turek (PFL) foi o primeiro a depor e negou que tenha vendido o voto ao governo. O corregedor Caíto Quintana (PMDB) promete ouvir todos os deputados da base do governo acusados pela oposição de trocar o voto por benefícios. Turek foi acusado de negociar verbas para seu reduto eleitoral, a região de Campo Mourão.
Turek afirmou que não houve investidas do Palácio Iguaçu nesse sentido. Ele já havia declarado à Folha que, como parlamentar, tem a obrigação de lutar por verbas para sua região, mas que em momento algum negociou seu voto. A denúncia da oposição foi feita com base em uma fita de vídeo, com uma entrevista de Turek à TV Carajás, no mês passado.
Quintana disse que vai convocar agora os autores da denúncia. ''Podem surgir novos fatos, novas gravações'', observou. Devem ser chamados os peemedebistas Orlando Pessuti e Waldyr Pugliesi e Ângelo Vanhoni (PT). O corregedor vai chamar ainda outros deputados acusados pela oposição, entre eles, Moysés Leônidas (PSB) e Luiz Fernandes Litro (PSDB). As datas ainda não foram marcadas. O chefe da Casa Civil, Alceni Guerra, sustenta que o governo ''não compra votos de deputados''.
A oposição pretende usar as denúncias para pedir, na Justiça, a nulidade da sessão do dia 20 de agosto, quando foi derrubado o projeto de iniciativa popular que cassava a autorização concedida pelos próprios deputados para o Executivo vender a empresa.
Em Campo Mourão, Turek espalhou outdoors para responder as críticas que recebeu do Fórum Popular Contra a Venda da Copel, também através de painéis publicitários. Ele usou os mesmos outdoors, os mesmos tipos de letras e as mesmas cores.
O líder do governo, Durval Amaral (PFL), disse que o projeto da oposição, que institui um plebiscito para decidir o futuro da Copel, é juridicamente insustentável. ''A consulta popular tinha que ter sido proposta antes da lei que autorizou a venda da empresa'', argumentou. (Colaborou Sid Sauer)
- Em Folha Economia: Cemig desiste de propor compra da Copel


