O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) rejeitou ontem a tese dos economistas segundo a qual a turbulência política prejudicará a economia do Brasil. ‘‘Nós queremos uma economia forte, mas não se diga que as perturbações políticas prejudicam a economia; o que prejudica é a falta de moralidade na administração pública’’, disse, ao discursar em Ilhéus (BA), durante a solenidade de inauguração de um posto do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) do governo baiano.
Muito aplaudido e homenageado, ACM ficou animado com uma banda de música que tocava na festa, pediu um trombone a um dos músicos e exibiu o instrumento, sorrindo, como um troféu para lembrar o símbolo que adotou na campanha contra a corrupção, após o presidente Fernando Henrique Cardoso o classificar de ‘‘trombone isolado no Senado’’.
‘‘No município, no Estado ou na União, a bandeira da moralidade pública tem de estar cada vez mais alta’’, bradou, voltando a lembrar a iniciativa em criar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Judiciário, responsável segundo ele, ‘‘pela prisão do juiz Lalau (Nicolau dos Santos Neto)’’. Voltando-se contra o Planalto, criticou: ‘‘Queremos governos honestos e, embora o presidente (Fernando Henrique Cardoso) seja honesto, tolera em alguns setores como a Sudam (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia), DNER (Departamento Nacional de Estradas de Rodagem) e Banpará (Banco do Estado do Pará), a corrupção.’’ Conforme Magalhães, quem paga o ‘‘roubo dos ladrões’’ é o contribuinte.

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