Tuma recomenda cassação de 13 parlamentares
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quarta-feira, 05 de outubro de 2005
Folhapress 
Brasília - Apesar da forte pressão dos partidos e das negociações em torno de nomes que poderiam ser excluídos na última hora, a Corregedoria da Câmara dos Deputados deveria recomendar ontem a abertura de processo de cassação no Conselho de Ética contra 13 parlamentares acusados de envolvimento no suposto esquema do ''mensalão''. A decisão foi baseada em relatório do deputado Robson Tuma (PFL-SP), que ainda era votado pelos cinco integrantes da comissão de sindicância da Corregedoria até o fechamento desta edição. Ainda havia a possibilidade de alteração no relatório para sugerir a não-abertura de processo contra 4 dos 13.
O texto elaborado por Tuma sugere à Mesa Diretora que abra o processo no Conselho de Ética contra os deputados José Janene (PP-PR), Pedro Henry (PP-MT), Pedro Corrêa (PP-PE), Vadão Gomes (PP-SP), Professor Luizinho (PT-SP), João Paulo Cunha (PT-SP), José Mentor (PT-SP), Paulo Rocha (PT-PA), Josias Gomes (PT-BA), João Magno (PT-MG), Wanderval dos Santos (PL-SP), Roberto Brant (PFL-MG) e José Borba (PMDB-PR). Para outros três - José Dirceu (PT-SP), Sandro Mabel (PL-GO) e Romeu Queiroz (PTB-MG)-, o relatório diz não ser necessária a ação porque eles já sofrem processo de cassação no conselho.
Os 16 deputados foram acusados por relatório parcial das CPIs do Correio e do Mensalão de envolvimento com o esquema de financiamento de partidos governistas pelo PT. Outros três também constavam da lista, mas não exercem mais mandato - Valdemar Costa Neto (PL-SP) e Carlos Rodrigues (PL-RJ) renunciaram e Roberto Jefferson (PTB-RJ) já foi cassado pelo plenário da Câmara.
Agora, os sete integrantes da Mesa, incluindo o presidente da Casa, Aldo Rebelo (PC do B-SP), se reunirão em caráter emergencial para análise do parecer. Cabe à Mesa referendar ou não o texto e enviá-lo ao Conselho de Ética. A reunião está agendada para a próxima terça-feira, mas pode ser antecipada para hoje. Caso não renunciem ao mandato até a abertura de processo no conselho, os acusados correm o risco de ficarem inelegíveis até 2015 em caso de cassação.


