O candidato a prefeito de São Paulo Romeu Tuma, da Coligação Mãos Limpas (PFL-PMDB), negou ontem pela manhã ter amizade com o juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto, acusado de estar envolvido no desvio de R$ 169 milhões da obra inacabada do TRT-SP. Em entrevista exclusiva concedida ao jornal ‘‘O Estado de S. Paulo’’, por fax, e publicada na edição de ontem, Santos Neto afirma ser amigo de Tuma há mais de 20 anos.
‘‘O que eu tinha com ele eram relações institucionais; não posso classificar como amizade. Amigo é com quem tenho uma relação mais íntima; é com quem, por exemplo, você vai ao cinema’’, disse o senador. Tuma afirmou que não se lembra de ter ido à casa do juiz aposentado. Na entrevista, Santos Neto disse que o senador esteve algumas vezes em sua residência. ‘‘Eu não me lembro, mas posso ter passado por lá, ter ido buscar ou levar algum documento que Nicolau tenha requisitado; não posso lembrar se, durante 20 anos, fui uma ou duas vezes à casa dele. Ir uma ou duas vezes à casa de uma pessoa não indica nenhuma relação de íntima amizade’’, disse o candidato a prefeito.
O ex-juiz afirmou que conversa ao telefone com Tuma sobre amenidades. ‘‘Eu não sei que amenidades são essas; eu conversava muito com ele sobre processos do tribunal; sobre a época.’’ Tuma confirmou que a relação com Lalau não começou quando este passou a pedir ajuda nos aeroportos quando uma das filhas dele, que teria problemas de saúde, viajava. ‘‘Eu não posso duvidar; jamais poderia admitir que ele, como juiz, ou qualquer cidadão, minta para tirar vantagem sobre um filho; eu acredito que ele falava a verdade.’’

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