Tudo começou em Cambé
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2019
Vitor Struck Reportagem local 
O fio condutor que liga uma série de operações iniciadas pelo Ministério Público do Paraná na região Norte do Estado começa no período entre o início de 2013 e março de 2015. Na época, Luiz Abi Antoun ganhou do MP o nome do principal vilão da franquia de fantasia Harry Potter. Na série Lord, "Voldemort" não poderia ter seu nome pronunciado. No âmbito da operação, uma alusão do MP ao fato de Abi ter supostamente coordenado a instalação de uma oficina de carros em Cambé em nome de um "laranja".
Segundo o MP um grupo de seis pessoas chefiado por Antoun conseguiu fraudar contratação emergencial de uma licitação para manutenção de automóveis oficiais no valor de R$ 1,5 milhão e que culminou na condenação dos réus.
Já considerado "primo distante" pelo ex-governador tucano, Antuon reaparece na Operação Publicano, que desbaratou um esquema de sonegação de impostos na sede de Londrina da Receita Estadual. Abi foi acusado de fazer indicações de cargos, assim como a intermediar politicamente a cobrança de propina por auditores fiscais, o principal deles Luiz Antônio de Souza.
No ano passado ele foi preso junto com Beto Richa, a esposa do ex-governador, Fernanda, o ex-chefe de gabinete solto nesta terça-feira (29), Deonilson Roldo, e outras 11 pessoas na Operação Rádio Patrulha. Em plena campanha de Richa para o Senado, o alvo da investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) foram fraudes no programa do governo estadual Patrulha do Campo, para manutenções em estradas rurais.
Esta operação foi deflagrada no mesmo dia que a 53ª fase da Operação Lava Jato, conhecida como Operação "Piloto" em alusão ao nome de Beto Richa na planilha da construtora Odebrecht. Segundo o MPF, a licitação para a duplicação da PR-323 teria sido negociada para a construtora. (V.S.)


