A eleição para a presidência da Câmara de Londrina poderá ficar polarizada entre dois tucanos. Tercílio Turini e Beto Scaff, ambos do PSDB, passaram o dia ontem costurando apoios. Nenhum deles, no entanto, quis cantar vitória antes da eleição, que ocorre no dia 1º, logo após a posse. Hoje à tarde os vereadores – eleitos e reeleitos – voltam a se encontrar para tentar fechar um acordo e evitar o bate-chapa, mas prever consenso é improvável. Quem conseguir primeiro 11 votos, leva o pleito.
Além dos tucanos, outros quatro vereadores mantêm a pré-candidatura: Elza Correia (PMDB), Rubens Canizares (PHS), Luiz Carlos Tamarozzi (PTB) e o atual presidente Flávio Vedoato (PL). Outro pré-candidato, Félix Ribeiro (PPS), desistiu e ontem anunciou apoio a Turini. ‘‘Todos têm condições de fazer um bom trabalho. Mas o Tercílio é quem mais nos parece de acordo com a proposta de recuperar a credibilidade do Legislativo’’, alegou Ribeiro.
Turini estimou ontem que dificilmente haverá algum consenso na reunião de hoje. ‘‘Porque para fechar teríamos que ter desistências, limitando a dois ou três candidatos. Mas não acredito que isso ocorra’’, avaliou. O colega de bancada, Beto Scaff, concorda. ‘‘Nesse tipo de conversa tem todo tipo de possibilidade.’’ Ele brincou com os apoios anunciados antecipadamente: ‘‘Pelas nossas contas, a Câmara deve ter uns 59 vereadores.’’
Elza Correia mantém as esperanças de aglutinar forças e convencer indecisos. Além do próprio voto, ela carrega os dos pemedebistas Carlos Bordin e Leonilso Jaqueta. No entanto, caso não amplie a base de apoios, já admitiu que compõe com Turini. ‘‘A gente tem que ter maturidade nesse momento.’’
Oficialmente, Vedoato e Tamarozzi mantiveram as candidaturas e estão batalhando por apoios. Nos bastidores, no entanto, comenta-se uma provável aproximação de Vedoato com Beto Scaff – com o primeiro apoiando o segundo. Já Rubens Canizares não esconde que abre mão da candidatura em nome do consenso, mas não diz para que lado vai pender.

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