Após o seminário com lideranças do partido, Alvaro e Osmar Dias se reuniram com vereadores e filiados tucanos em Maringá. O objetivo foi decidir sobre o futuro do diretório municipal do partido, que está passando por uma séria crise. Apesar de ter maioria na Câmara, com cinco vereadores, o diretório local do PSDB foi dissolvido após as eleições municipais.
O advogado Carlos Roberto Pupim disse à Folha que foi convidado para dirigir o partido, mas não aceitou a proposta diante das condições atuais. Até o fechamento da edição, a reunião no diretório não havia terminado.
A crise do diretório tucano em Maringá começou após a derrota, nas eleições de outubro do ano passado, do ex-prefeito Jairo Gianoto (atualmente sem partido). Ele deixou o ninho tucano depois de ser acusado de se beneficiar de desvios de recursos da Prefeitura de Maringá. Gianoto responde a uma ação na Justiça Federal.
O diretório local acumulou mais de R$ 250 mil em dívidas da campanha. Pelo menos três credores estão contestando a dívida na Justiça. ‘‘Acho que a dívida de campanha é da coligação’’, disse Pupim. O PSDB estava coligado com outros seis partidos na eleição municipal, PFL, PL, PSD, PST, PT do B e PSDC.
Em março deste ano, os cinco vereadores ameaçaram abandonar o partido, reclamando justamente das dívidas de campanha e do pouco apoio que recebiam do PSDB. Eles, inclusive, reclamaram que os senadores haviam abandonado o diretório. Os parlamentares tucanos (Mário Hossokawa, Dorival Dias, Marcia Socreppa, Paulo Mantovani e Walter Guerlles) formam a maior bancada no Legislativo, composto de 21 vereadores. (M.Z.)

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