O PSDB não abre mão e vai pedir o apoio do presidente Fernando Henrique Cardoso aos candidatos do partido que disputarão o segundo turno das eleições para os governos estaduais. As lideranças do partido estão dispostas a fazer todo o esforço para eleger os sete políticos que ainda estão no páreo.
Ontem, a cúpula tucana reuniu-se com Fernando Henrique no Palácio da Alvorada, em Brasília, para fazer um balanço do desempenho da legenda no primeiro turno das eleições. O eventual apoio do presidente e a liberação dos ministros tucanos para atuarem na campanha serão discutidos em uma nova conversa com o presidente, assim que ele voltar de Portugal, onde participará do 1º Encontro Ibero-Americano, que se realiza entre os dias 15 e 18 próximos.
‘‘O segundo turno é um assunto delicado, mas, por mim, ele estará em todos os palanques’’, afirmou o presidente nacional do partido, senador Teotônio Vilela Filho (AL). O líder do partido no Senado, Sérgio Machado (CE), foi mais contundente. ‘‘O PSDB vai fincar p钒, avisou. ‘‘Vamos apoiar todos os nossos candidatos e batalhar para vencer as eleições’’, acrescentou. Segundo Teotônio Vilela, a estratégia do partido para o segundo turno não foi discutida no Alvorada. ‘‘Não falamos sequer da participação dos ministros na campanha’’, contou o presidente do PSDB.
A neutralidade do governo e dos seus ministros vêm sendo cobrada pelos partidos aliados, que serão os adversários dos sete candidatos tucanos neste segundo turno. ‘‘Os ministros têm ação independente do governo’’, comentou Vilela, sinalizando quais serão os argumentos para justificar a provável presença e apoio de José Serra, da Saúde; Paulo Renato Souza, da Educação, e Luís Carlos Mendonça de Barros, das Comunicações; nas campanhas estaduais. ‘‘Ministros políticos não podem agir com neutralidade’’, insistiu Sérgio Machado. Para ele, o ideal é que cada partido aliado mobilize seus ministros livremente para alavancar as candidaturas que ainda vão disputar votos.
No encontro de ontem, acrescentou o líder no Senado, as conversas limitaram-se aos números dos partido: são 16 senadores, 98 deputados federais - ‘‘mas poderá chegar a 100’’, garante Machado - três governadores eleitos e outros sete na briga do segundo turno. ‘‘O PSDB sai fortalecido das urnas’’, disse Vilela. As lideranças do partido ainda apostam em uma virada em Minas Gerais, onde o governador Eduardo Azeredo vai enfrentar o ex-presidente Itamar Franco, que passou pelo primeiro turno com boa votação. O mesmo prevêem para São Paulo, com Mário Covas credenciado para disputar com Paulo Maluf sua recondução.

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