Tucanos entram na disputa pela presidência do Senado
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segunda-feira, 16 de outubro de 2000
Agência Estado De Brasília 
O PSDB, que tem sido forçado a abrir de espaço no Congresso em nome dos interesses do Palácio do Planalto, quer usar o mesmo argumento o da conveniência do governo como desculpa para disputar com os aliados do PMDB e PFL a presidência de uma das Casas do Legislativo. Como o Planalto anunciou que não quer se meter na briga entre os presidentes do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), e nacional do PMDB, senador Jáder Barbalho (PA), líder do partido no Senado, em torno da sucessão do pefelista, os senadores tucanos querem tirar proveito da situação.
A melhor maneira de manter o Planalto distante desta disputa é fazer valer os interesses partidários, argumenta o vice-presidente do Senado, Geraldo Melo (PSDB-RN). O líder do governo no Senado, José Roberto Arruda (PSDB-DF), concorda e acrescenta que a tendência da bancada do PSDB, hoje, é a de apoiar o candidato da legenda que, em contrapartida, oferecer os votos para eleger um tucano presidente de uma das Casas. Se decidirem partidarizar esta discussão, ótimo para o governo, resume um ministro de Estado, ao afirmar que FHC não entrará na briga.
O movimento dos tucanos embola ainda mais a disputa protagonizada por ACM, que não admite ver Barbalho sentado na cadeira de presidente do Senado. Enquanto setores do PFL dão sinais de simpatia pela candidatura de outro peemedebista, o senador José Sarney (AP), para evitar a eleição de Barbalho, a cúpula nacional do PMDB dá o troco. Diz claramente que a eleição do líder do PFL, deputado Inocêncio Oliveira (PE), como presidente da Câmara, dependerá do comportamento de ACM e da bancada de senadores pefelistas.


