Tucanos divergem sobre segurança pública na AL
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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Luciana Cristo <br> Equipe da Folha 
Curitiba - A relação entre membros da base aliada do governo do Paraná e o deputado estadual Ademar Traiano (PSDB), líder da situação, anda estremecida. O deputado estadual Mauro Moraes (PSDB) usou a tribuna ontem da Assembleia Legislativa para fazer críticas ao colega de partido. De acordo com Moraes, alguns membros do PSDB estariam descontentes com o tratamento dado por Traiano, que estaria tratando melhor ''deputados de partidos aliados'' do que os parlamentares tucanos. ''A situação dele dentro do partido não é lá essas coisas, atropela todo mundo. O descontentamento não é só meu'', sugeriu Moraes.
Tudo começou na terça-feira, nos discursos sobre a segurança pública e o aumento salarial que deve ser concedido aos policiais do Estado. Depois de Moraes subir na tribuna para dizer que durante oito anos (gestão de Roberto Requião) o Paraná deixou de investir em segurança pública, o peemedebista Caíto Quintana, líder do partido na AL, rebateu as críticas em discurso. ''Tem gente que fala muito e faz pouco. Nossa bancada não pode ficar ouvindo críticas inverídicas. A segurança pública é um problema crônico no Brasil'', rebateu Quintana, que lembrou que, até 2009, Moraes estava no PMDB e ajudou a apoiar o governo anterior. ''Temos votado todas as matérias de interesse do governo e acusações gratuitas como essa criam fissuras dentro do comportamento das bancadas'', alertou o líder do PMDB.
Durante discurso de Quintana, Traiano pediu um aparte para amenizar os ânimos e salientou que o problema da segurança pública é ''uma herança muito antiga que passou por todos os governos''. Moraes entendeu que Traiano o ''desautorizou''. ''Achei absurdo. O próprio discurso do Beto Richa sempre foi esse (de que a segurança pública está sucateada). Ele (Traiano) não entende de segurança, eu entendo'', disse Moraes.
Traiano, em discurso na tribuna, disse que houve um equívoco e que jamais teria a pretensão de desautorizar o colega. ''Como líder, devo manter a harmonia entre todos'', respondeu. Em relação ao descontentamento que haveria dentro do partido, Traiano disse que nunca notou uma manifestação nesse sentido.


