Curitiba - A escolha da praça Nossa Senhora da Salete como local da festa de comemoração dos militantes de Beto Richa (PSDB) representa bem o pensamento dos líderes do PSDB estadual. Na frente do Palácio Iguaçu, os militantes comemoravam a vitória de Beto mas também a derrota do grupo político do governador Roberto Requião (PMDB), indicado juntamente com o PT pelos caciques tucanos como o maior perdedor nas eleições municipais do Paraná.
O próprio Beto, porém, preferiu não colocar mais lenha na fogueira. Embora tenha acusado os governos estadual e federal de utilizar a máquina para apoiar Angelo Vanhoni (PT), Beto optou por um discurso conciliador. ''Quero destacar que vou ser prefeito de todos os curitibanos, e não apenas dos que votaram em mim. A população mostrou que quer propostas, e não a raiva e os ataques levianos como os que foram direcionados contra mim, especialmente nesta última semana'', afirmou.
Após a vitória de Beto, o senador Osmar Dias confirmou o interesse em disputar o governo, mas prefere não acelerar o processo político. ''Meu nome está colocado, mas essa é uma discussão que quem terá que passar por todos os partidos. O importante em 2006 é que esses partidos estejam unidos e atentos para a influência dos governos federal e estadual nas eleições, que esse ano já foi muito grande'', apontou.
Um mais satisfeitos com o resultado de Curitiba e do Estado de uma maneira geral era o senador Alvaro Dias (PSDB), que foi derrotado por Requião em 2002. ''As ondas vão e votam. A onda pró-PT que elegeu o Requião é a mesma anti-PT que faz novas vítimas. Ficou claro nessas eleições a grande rejeição que o governo estadual tem'', analisou Alvaro. (R.S.)

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