O PSDB quer deixar para trás o estigma de partido das elites. Por conta disso, pretende investir num plano de popularização da legenda, a ser iniciado logo após a definição da candidatura presidencial - o que deve ocorrer no início de março. O objetivo é buscar o voto das camadas populares da sociedade, que deram impulso à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002 e ajudaram o PT a chegar à Presidência. De olho nesse eleitor, o PSDB já definiu alguns passos considerados estratégicos que pretende dar no esforço de popularização da legenda. Em primeiro lugar estão as pesquisas qualitativas destinadas a identificar quais os interesses desse eleitorado e qual discurso pode sensibilizá-lo.
Os resultados das últimas pesquisas de intenção de voto - que apontam o fortalecimento de Lula entre as camadas mais pobres e o crescimento do PSDB entre os mais ricos - reforçaram a necessidade de um diagnóstico mais objetivo do perfil desse eleitorado. O tucanato definiu também que é preciso dar publicidade aos projetos sociais das gestões tucanas.
De acordo com uma importante liderança do partido, o objetivo é dar mais destaque nos programas eleitorais de TV e rádio às realizações de governos tucanos que beneficiaram diretamente os mais pobres. ''Vamos mostrar para a população que o PSDB no poder também faz política para pobres e que isso não é uma característica exclusiva do PT'', assinala o tucano.
Segundo a mesma fonte, programas como Bolsa Escola, Bolsa Alimentação, Saúde da Família, Mutirão Contra a Catarata e Genéricos, todos desenvolvidos durante gestões tucanas, farão parte do pacote a ser divulgado pelo PSDB. Outra medida já em prática é o fortalecimento da militância - área em que o partido tem pouca força, se comparado ao PT.

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