O PSDB do senador José Serra (SP) está articulando parcerias com o PFL nos três maiores colégios eleitorais do País – São Paulo, Rio e Minas – para garantir palanques fortes nesses Estados e tempo de rádio e televisão no horário eleitoral gratuito que começará em agosto. Em São Paulo e Minas, a idéia é compor com os pefelistas em torno de uma opção tucana para o governo estadual.
No Rio, porém, o prefeito César Maia (PFL) está negociando com o próprio Serra o apoio à candidatura da deputada estadual Solange Amaral, de seu partido, em troca de mais espaço para o tucano na TV. ‘‘Temos de ser realistas: não dá para ganhar a eleição no Rio sem César Maia’’, resume um dirigente tucano.
Afinal, Maia é hoje o maior líder da cidade, onde se concentram 45% dos votos do Estado. ‘‘O problema é que Maia quer se aliar a nós para chegar no governo como o grande cacique nacional do PFL’’, pondera outro cardeal tucano. ‘‘Com o gênio indomável que tem, esse prefeito é um forte candidato a ACM do governo Serra’’, diz, referindo-se ao ex-senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), que infernizou a vida do presidente Fernando Henrique com críticas.
Riscos à parte, a oferta de Maia foi considerada irrecusável. O candidato a presidente tem espaço no horário eleitoral dia sim, dia não, alternando as aparições na TV com o candidato ao governo. No Rio, porém, o PFL oferece a Serra espaço diário na TV, dividindo com ele o horário estadual.
Após apoiar com entusiasmo a pefelista Roseana Sarney e prever a renúncia de Serra, o o prefeito mudou o discurso sem constrangimento e foi acompanhado pelo filho deputado, Rodrigo Maia. ‘‘Se a candidatura Roseana não era questão de vida ou morte para nós e se Lula não é a nossa, não tem porque não apoiar Serra’’, justifica Rodrigo.

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