Deputados correm o risco de serem advertidos pelo partidoO PSDB do Paraná está longe de superar a crise interna provocada pelo governador Jaime Lerner, na tentativa de garantir a sua filiação no ninho, em maio deste ano. Dois meses depois de oficializada a recusa do diretório, tucanos pró-Lerner e os ‘contras’ ainda trocam farpas pelos desdobramentos do episódio.
Beto Richa e o grupo de tucanos defensores da entrada do governador no partido acusaram ontem a direção estadual do PSDB de ter manipulado o conteúdo da última ata que, entre outras coisas, dá conta da instauração de um processo disciplinar contra os membros da executiva estadual que optaram pela filiação de Lerner. Os pró-Lerner alegam ainda que a direção vai aproveitar a reunião convocada para a próxima segunda-feira, às 18 horas, no Hotel Doral em Curitiba, para legitimar o processo.
Estão respondendo pelo processo interno, além de Beto Richa, Teobaldo Machado, Genor Cima, José Boiko e os deputados Ricardo Chab, Albanor Gomes e Cezar Silvestri. Eles correm o risco de sofrer advertência, suspensão, negativa de legenda para concorrer a cargos eletivos e até expulsão da sigla. ‘‘Tudo por vontade egocêntrica do presidente do PSDB do Paraná (Hélio Duque)’, ironiza a nota.
O secretário geral Antenor Bonfim devolveu as acusações através de uma nota oficial. Segundo ele, houve uma ‘‘precipitação’’ dos pró-Lerner. ‘‘A reunião estadual foi uma solicitação dos deputados federais que querem participar dos trabalhos de organização e preparação das convenções municipais’’, argumenta o secretário, descartando a possibilidade de discussão do processo disciplinar.
Bonfim confirma as acusações e diz que existem dois processos internos correndo na Comissão de Ética do PSDB. ‘‘Um deles é contra os infiéis na eleição de 96 em Curitiba e o outro envolve a fraudada reunião da executiva que aprovou, sem nos consultar, a entrada de Lerner’’, explica. Para ele, ‘‘não há motivos para o alarme’’.

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