Tucano só terá apoio se subir nas pesquisas
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quarta-feira, 07 de agosto de 2002
Theo Saad<BR>Agência Estado 
São Paulo - O apoio que o candidato do governo, senador José Serra( PSDB-PMDB), tem do empresariado paulista está condicionado à subida nas pesquisas de intenção de voto após o dia 20, quando começa o horário eleitoral gratuito na TV. Os empresários ligados à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) não estão dispostos a bancar a candidatura tucana caso ela não deslanche e já pensam em qual seria a melhor segunda opção: Ciro Gomes (PPS, PDT e PTB) ou Luiz Inácio Lula da Silva (PT). ''O Serra tem a maioria da simpatia na Fiesp. Há uma velha identificação, o reconhecimento de que ele é do métier'', disse Mario Bernardini, diretor de competitividade industrial da entidade. ''Mas se ele não deslanchar, o pessoal (os empresários) pode optar pelo voto útil'', completou.
Segundo Bernardini, a maioria dos empresários que prefere Serra ainda não definiu em quem votaria se a candidatura tucana não decolar. ''A segunda opção é ainda muito indefinida'', disse. Synésio Batista da Costa, presidente da Associação Brasileira de Embalagens Laminadas Flexíveis (Abraflex) e da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), aposta que Lula ganharia a maior parte dos votos que hoje são de Serra. ''A segunda opção da maioria é o Lula, que tem simpatia na Fiesp porque é a favor da indústria, do emprego'', disse.
Para Costa, Serra terá de ''subir e emplacar para o segundo turno'' nas primeiras duas semanas de propaganda na TV. ''Senão, todos nós seremos obrigados a migrar para a segunda opção'', disse.


