Tucano sai em defesa e minimiza declarações
O líder do governo no Congresso, Arthur Virgílio (PSDB-AM), minimizou as declarações de Rigotto. ‘‘A pressa de FHC e de Pimenta da Veiga é por princípio e a do deputado Rigotto, patriótica, mas, todos nós, no geral, estamos imbuídos de que a reforma sai até o fim do ano’’, afirmou. ‘‘Se isso não acontecer, é provável que ela se arraste no Congresso por mais três anos.’’
Rigotto acredita que até agosto o texto da reforma já tenha sido aprovado na comissão e, até dezembro, no Congresso. ‘‘Nosso objetivo, é que a reforma já entre em vigor no ano que vem.’’ Rigotto também se mostrou contrário a compensações fiscais para o ajuste fiscal planejado pelo governo. ‘‘Não há mais espaço para remendo fiscal, já chegamos ao nosso limite’’, afirmou.
Segundo Rigotto, o aumento de carga sobre os contribuintes vai significar perda para os governos federal, estaduais e municipais, porque aumentará ainda mais a evasão fiscal, a sonegação e a informalização da economia. Rigotto e Virgílio estiveram ontem no Rio, participando do encerramento do seminário ‘‘Desafios do Pacto Federativo no Brasil’’. (A.E).

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