Curitiba - As recentes declarações do presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sobre corrupção no governo federal tucano, foram rebatidas ontem pelo presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), de passagem por Curitiba. Lula teria dito que 81% das ações feitas pela Polícia Federal contra a corrupção se originaram no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). ''O PT primeiro dizia que era diferente de todo mundo, agora quer mostrar que todo mundo é igual'', disparou Alckmin. ''Ele não tem como se defender e diz que a corrupção 'já existia antes'. É seu único argumento. Não é possível o Brasil aceitar isso''.
O candidato tucano disse ainda que a secretaria de comunicação do Lula não consegue explicar para onde foram os R$ 11 milhões que teriam sido gastos em revistas sobre as ações da atual gestão, em referência ao pedido do Tribunal de Contas da União feito ao governo federal recentemente. ''O fato é que estamos vivendo um quadro difícil no Brasil, do ponto de vista ético'', completou.
Ao ser questionado sobre as denúncias feitas por Luiz Antonio Vedoin (veja na página 6) envolvendo o ex-ministro da Saúde José Serra, candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Alckmin defendeu o correligionário. ''Serra é reconhecidamente um homem público sério. Esse Vedoin cada hora fala uma coisa. Cada semana ele tem uma versão diferente. É para misturar as coisas'', disse. Vedoin é um dos empresários que comandava, ao lado de políticos, a ''máfia das ambulâncias''.

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