Tucano rebate acusação
sobre barganha de cargo
O senador Alvaro Dias (PSDB) negou ontem que a posição de independência em relação ao governo federal anunciada por ele há cerca de duas semanas tenha sido motivada pela tentativa do PSDB paranaense de garantir a indicação de nomes de integrantes do partido a cargos federais do segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso.
Os tucanos do Estado não têm representantes no 1º e no 2º escalão. A cota do Paraná no ministério de Fernando Henrique é de um ministro, preenchida pelo ministro do Esporte, Turismo e Juventude, Rafael Greca, do PFL.
Alvaro também rebateu nota publicada pelo jornal ‘‘Folha de S.Paulo’’, na qual a ‘‘rebelião’’ dele e de seu irmão, o também senador Osmar Dias (PSDB) contra o governo só duraria até a nomeação do ex-deputado federal Hélio Duque paranaense para o Conselho de Administração da Petrobrás.
‘‘O Hélio é funcionário de carreira de Petrobrás e é natural que seja escolhido para o Conselho. Mas isso não altera nossa posição. Não barganhamos cargo. Nossa posição independe de cargos oferecidos ao partido’’, garantiu.
Ele afirmou que a posição de independência nasceu do descontentamento com os rumos do governo de FHC, distanciado dos compromissos de campanha, principalmente da área social.
Apesar de o senador afirmar que o partido não está em busca de cargos, alguns tucanos não gostaram de ter sido preteridos na indicação de vagas em Brasília e em órgãos federais no Paraná. Recentemente, em entrevista à Folha, o deputado federal Max Rosenmann (PSDB) reclamou do fato de o Paraná não ter indicado nem ‘‘office-boy’’.
Hélio Duque não foi encontrado. Seu celular estava desligado. Na casa do ex-deputado, a mulher, Graça, informou que ele retornaria no início da noite, depois do fechamento desta edição. (P.Z.)

mockup