Brasília - O presidenciável José Serra (PSDB) voltou ontem a chamar o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para participar do maior número possível de debates no segundo turno.
Serra criticou a afirmação de Lula de que ele só poderia participar de um debate devido à falta de tempo na campanha. ''Eu não creio que o candidato a presidente precise de dois dias para se preparar para o debate. Ou então, será que ele precisa primeiro aprender as questões para ensaiá-las? Estou estranhando a resistência do PT a debates. Qual é o problema? Há alguma coisa a esconder? Eu não creio'', disse Serra.
Em uma outra crítica ao partido ele afirmou que existem três PTs o do governo, se referindo às prefeituras e Estados administrados pelo PT, o da TV, na campanha política, e o do MST.
A estratégia de Serra é conseguir que Lula participe do máximo de debates possíveis e desta forma, num confronto de idéias, tentar conseguir votos em cima de possíveis falhas do petista.
A tentativa não é novidade. Na última campanha presidencial, quem evitou debates foi o presidente Fernando Henrique, temendo o desgaste que isso poderia acarretar para a campanha.
Em relação às reuniões ocorridas ontem com lideranças do PSDB, PMDB e PPB, Serra disse que ficou muito satisfeito com os resultados. Ele acredita que sua candidatura pode ganhar novos apoios. Ele comentou também a decisão do PFL de lhe dar um apoio informal, ou seja, o partido orientou seus filiados a votarem em Serra, porém sem obrigá-los.
O tucano afirmou novamente que o segundo turno é uma nova eleição que exige uma nova estratégia para somar forças. ''O segundo turno não é uma mera prorrogação, um adiamento. É uma nova eleição'', disse.

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