Tucano diz que liderança do governo continuará com o PFL
Arquivo FolhaAécio Neves: sem disputaO PSDB não vai disputar com o PFL a cadeira de líder do governo na Câmara, vazia desde a morte do deputado Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA) na terça-feira. O PSDB não reivindica o cargo e acha absolutamente natural que ele fique com o PFL, afirmou ontem o líder tucano, deputado Aécio Neves (MG).
Reunida ontem para discutir as homenagens do partido ao líder morto, a executiva nacional do PFL decidiu não apontar ninguém para ocupar o posto, sugerindo ao presidente que assuma o comando das reformas. O Luís Eduardo é insubstituível e não nos atrevemos a outra coisa além de continuar a luta daquele que se transformou em líder das reformas, disse o presidente do PFL, Jorge Bornhausen.
A posição do PSDB tem explicações que vão além da generosidade em respeito ao luto dos aliados. Os tucanos sabem que a hora não é de disputas porque já é fim de governo e não se pode criar dificuldades no momento em que todo o esforço do presidente Fernando Henrique Cardoso está voltado para a aprovação da reforma da Previdência da Câmara.
Além da preocupação com as reformas, o PSDB também tem seu drama particular: substituir o ministro das Comunicações, Sérgio Motta, morto no dia 19 em decorrência de complicações pulmonares. Com a morte de Luís Eduardo, a direção do PSDB decidiu adiar para a semana que vem a reunião da executiva nacional que faria ontem, para discutir o problema.
Na última reunião da executiva nacional do PSDB, os dirigentes tucanos já haviam concluído que só um colegiado poderia substituir o ministro Motta na coordenação política da campanha presidencial e na interlocução com o Palácio do Planalto. Mas a direção nacional está apostando na conversa que o presidente deverá ter na próxima semana com o governador do Ceará, Tasso Jereissati, o mais cotado para coordenar a campanha da reeleição.
O PSDB gostaria de ver o Tasso num espaço nacional de destaque, mas sabe que ele terá de resolver primeiro a sucessão estadual, ponderou o líder na Câmara, Aécio Neves (MG). Um dirigente tucano garante, porém, que a sucessão estadual está praticamente resolvida, porque o PSDB tem boas chances de vitória fora do projeto da reeleição. Segundo o parlamentar, pesquisas encomendadas pelo governador apontam vitória do líder tucano no Senado, Sérgio Machado, no primeiro primeiro turno da disputa pelo governo, em todas as simulações e voto. Neste caso, o governador fica liberado para o projeto nacional do partido. (AE)





