Tucano diz que fatos são antigos e esclarecimentos já foram dados
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sábado, 26 de janeiro de 2019
Mariana Franco Ramos - Reportagem Local 
Curitiba - Em nota, a defesa de Beto Richa (PSDB) afirmou que os fatos que conduziram à prisão do ex-governador são antigos. "Todos os esclarecimentos foram por ele devidamente esclarecidos, não restando qualquer dúvida quanto à regularidade de todas as condutas praticadas, no exercício de suas funções. Mais do que isso. Os fatos ora invocados já foram anteriormente utilizados, na decretação das medidas cautelares expedidas contra o ex-governador. Cumpre registrar que o Supremo Tribunal Federal, ao julgar referidas medidas, reconheceu a flagrante ilegalidade na ordem de prisão decretada", diz trecho.
Ainda segundo os advogados, a prisão afronta o que foi decidido pelo STF (Supremo Tribunal Federal), "com o evidente objetivo de desrespeitar os julgamentos proferidos pela Suprema Corte" sobre o tema. "No mais, o pedido se lastreia em ilações do MPF, exclusivamente suportadas em falsas e inverídicas informações prestadas em sede de colaboração premiada, por criminosos confessos. Em síntese, a prisão se baseia em fatos absolutamente requentados, carentes de qualquer comprovação e sobre os quais o Supremo Tribunal Federal já decidiu, no sentido de que os mesmos não justificam a decretação de prisão". A defesa completa que "confia que o Poder Judiciário reverterá a ordem de prisão, que não atende a qualquer dos pressupostos exigidos em lei".
A defesa de Fernanda Richa, André Richa e da empresa Ocaporã também falou em "fatos antigos e já esclarecidos". "Há evidente conflito entre as duas investigações que versam sobre os mesmos fatos. A empresa Ocaporã não é, nem nunca foi, administrada formal ou informalmente por Carlos Alberto Richa. Não há qualquer fato que ligue a empresa Ocaporã ou seus sócios a qualquer fato ilícito sob investigação. Fernanda e André Richa estão, como sempre estiveram, à disposição da justiça, do Ministério Público e da polícia. É notório, inclusive, que ambos já prestaram depoimentos e responderam a todos os questionamentos que lhes foram feitos".
Da mesma forma, o advogado Gustavo Alberine Pereira, que representa Dirceu Pupo Ferreira, destacou que os fatos já haviam sido esclarecidos em petição encaminhada à Justiça Estadual do Paraná. "Dirceu Pupo Ferreira jamais buscou atrapalhar as investigações e a sua conversa com testemunha do caso já foi devidamente esclarecida. Ademais, ele sempre esteve à disposição das autoridades, tendo comparecido ao Ministério Público Federal e no Estadual (Gaeco), que apuram os mesmos fatos, prestando todos os esclarecimentos que lhe foram solicitados. Assim sendo, a prisão preventiva decretada revela-se absolutamente desnecessária e ilegal".
PSDB
O PSDB nacional, por sua vez, informou que tomou conhecimento dos fatos pela imprensa e, por isso, prefere aguardar os desdobramentos. Entretanto, "reitera seu apoio e confiança na justiça brasileira, na expectativa de que o ex-governador Beto Richa consiga provar sua inocência".
CONCESSIONÁRIAS
Em nota, a ABCR (Associação Brasileiras de Concessionárias de Rodovias) afirmou que nunca esteve envolvida no caso. "A ação de um funcionário citado na operação Integração II levou a entidade a encerrar as atividades do escritório de Curitiba. Desde então, a associação vem colaborando com as autoridades. Também contratou empresas para realizar investigação interna", garante.


