Brasília- Da tribuna do Senado, o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), chamou ontem de ''promíscuo, pouco ético e algo que beira o escândalo'', o relacionamento do publicitário Duda Mendonça com o governo. Segundo Virgílio, a entrevista do chefe da Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica da Presidência da República, Luiz Gushiken, ao jornal ''Folha de S. Paulo'', mostra ''a promiscuidade com relação à lisura do comportamento de Duda para com a coisa pública e dos gestores da coisa pública para com ele''.
''Até que ponto, para vencer as licitações, não é importante para o senhor Duda Mendonça ser o publicitário do PT?'', questionou. Na avaliação do líder do governo no Senado, uma postura ética o obrigaria a optar ou pelas contas da administração federal ou pelas do partido: ''São perguntas que a Nação vai começar a fazer de maneira mais insistente daqui para frente.'' Em aparte, o senador Francisco de Assis Moraes Souza (PMDB-PI), o Mão Santa, que presidia a sessão, endossou as preocupações de Virgílio, alegando temer que ''esteja surgindo um Duda Mendonça Goebbels''. Mão Santa comparou: ''Na guerra de 1942, Joseph Goebbels dizia: 'Lá vai Hitler com 10 mil soldados', mas havia apenas mil e até Hitler se impressionou com isso e passou a se considerar Deus.'' O líder do PSDB cobrou uma posição do Senado a respeito da mistura das publicidades do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do PT: ''Falo em promiscuidade, pois não sabemos onde termina o dinheiro do PT e onde começa o dinheiro do governo.

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