Tucano acusa Lula de fomentar o medo
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 13 de outubro de 2006
Cida Fontes<br> Agência Estado 
João Pessoa - O candidato a presidente Geraldo Alckmin (PSDB), da Coligação Por um Brasil Decente (PSDB-PFL), acusou ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato da Coligação A Força do Povo (PT-PRB-PC do B) à reeleição, de comandar uma ''campanha do medo'' e tentar usar os programas sociais como moeda de troca para conquistar votos, a exemplo do Bolsa Família, principal bandeira do petista no Nordeste. ''Como não tem muito o que mostrar, Lula fica nesta campanha de criar medo. É uma campanha de boatos, fofocas, mentiras, tudo para enganar o eleitor'', afirmou, durante uma caminhada pelo centro de João Pessoa.
Para Alckmin, a suposta estratégia dele de espalhar boatos é sinal de ''desespero'', tem como objetivo provocar inquietação e insegurança na população e mostra que não tem proposta para o País. ''É um absurdo este jogo sujo, a 'mentirobrás', os boatos ininterruptos'', afirmou, enfatizando que Lula criou uma central de mentiras - a ''mentirobrás''. ''É a campanha do medo. Eles dizem que vamos tirar isso, tirar aquilo. Coisas que não têm o menor sentido. Inclusive, tornando os programas sociais como moeda de troca. O fato é que Lula não tem uma mensagem nova, de esperança. Eu tenho alertado a população e fico triste, pois a mentira é uma má conselheira. Não se faz nada alicerçado em cima de mentira. Isso não dá certo'', prosseguiu.
Em pleno reduto eleitoral do presidente, o candidato da Coligação Por um Brasil Decente a presidente reforçou que manterá e ampliará o Bolsa Família. Na Paraíba, onde o governador Cássio Cunha Lima (PSDB), candidato da Coligação Por Amor à Paraíba (PSDB-PP-PTB-PTN-PL-PFL-PTC-PT do B) à reeleição, disputa o segundo turno com o candidato a governador José Maranhão (PMDB), da Coligação Paraíba de Futuro (PMDB-PRB-PT-PSB-PC do B), Alckmin recebeu 27,8% no primeiro turno contra 65,3% de Lula. O candidato da Coligação Por um Brasil Decente insistiu que não privatizará estatais, nem demitirá funcionários públicos e nem congelará salários, ao procurar desmentir declarações do presidente.
Alckmin afirmou que, agora, a campanha de Lula partiu para ataques pessoais. Num boletim informativo divulgado na internet, a campanha do PT destacou o fato de a filha do candidato da coligação tucana, Sophia Alckmin, ter trabalhado na loja Daslu, acusada de contrabando. A página citou também a ex-primeira-dama Lu Alckmin, que ganhou de presente ''400 vestidinhos chiques''. Geraldo Alckmin considerou as notas ''injustas'' e disse que não aceita o pedido de desculpas. ''Eles (os petistas) fazem as baixarias e depois vêm querendo dar uma de bom-mocismo.''


