O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) terá um orçamento de R$ 110 milhões para realizar as eleições gerais do ano que vem, mais uma ‘ajuda de custo’ de R$ 74 milhões do governo federal para implantar em todo o País o sistema instantâneo na emissão de títulos eleitorais. A informação foi dada ontem à tarde pelo diretor geral do TSE, Ney Natal, que esteve em Curitiba participando do 6 º Encontro Nacional de Secretarias Orçamentárias e de Finanças da Justiça Eleitoral.
O dinheiro para a modernização do sistema de emissão de títulos, implantado somente no Paraná, Goiás, Paraíba e Rio Grande do Sul, será liberado ainda neste ano. Enquanto que os R$ 110 milhões somente no orçamento federal de 98. O TSE não conseguiu garantir o orçamento original, que sofreu um corte de R$ 100 milhões. Ney Natal informou ainda que até o final desta semana a Justiça Eleitoral inicia o processo licitatório para a aquisição de 67 mil novas urnas eletrônicas.
A previsão é de que 54,34% do eleitorado brasileiro deposite o seu voto pelo computador em 249 municípios. Em 96, a informatização atingiu 32% dos eleitores. Tiveram direito ao sistema 26 capitais e 31 cidades com mais de 200 mil habitantes. No Paraná, só Curitiba e Londrina estavam aptas às exigências do TSE.
O diretor geral diz que em 98, 17 municípios paranaenses terão direito ao sistema, e não mais 21 como foi repassado no final de julho passado. Ele explica que o corte orçamentário forçou uma mudança no critério, que agora não fixa mais em 42 mil e sim em 52 mil o número mínimo de eleitores. Desta forma, Cambé, Francisco Beltrão, Paranavaí e Araucária não terão mais urnas eletrônicas em 98.
O direito ao voto eletrônico se restringirá a Apucarana, Arapongas, Campo Largo, Campo Mourão, Cascavel, Colombo, Curitiba, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Londrina, Maringá, Paranaguá, Pinhais, Ponta Grossa, São José dos Pinhais, Toledo e Umuarama.

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