TSE pode decidir eleição de Londrina até sábado
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quarta-feira, 05 de novembro de 2008
Fábio Cavazotti<br>Reportagem Local 
Uma consulta que está sob julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode definir, ainda esta semana, o futuro das eleições de Londrina. A informação foi repassada ontem pelo presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Britto, durante audiência concedida a lideranças políticas parananenses. Participaram do encontro os deputados federais Alex Canziani (PTB), Ricardo Barros (PP), Ratinho Junior (PSC), o senador Álvaro Dias (PSDB), o vereador Tercílio Turini (PPS), e outros representantes partidários.
A consulta a que se referiu o presidente do TSE, que deve ser levada ao plenário até o próximo sábado, definiria se Londrina teria que realizar uma nova votação desde o primeiro turno, se a eleição seria retomada a partir do segundo turno, ou se o segundo colocado na disputa, o deputado federal, Luiz Carlos Hauly (PSDB), tomaria posse como prefeito. De acordo com Alex Canziani e Tercílio Turini, o ministro considera remota a possibilidade do prefeito eleito Antonio Belinati (PP) recuperar o registro de candidatura com os embargos de declaração apresentados ao próprio TSE.
Ele prometeu que vai conversar com o relator da consulta e pedir que apresente o relatório na sessão de quinta-feira. Se não estiver na pauta na quinta, ele disse que vai chamar uma sessão extraordinária no sábado para resolver essa normatização, explicou Turini.
Alex contou que o presidente do TSE já disse ter uma uma posição pessoal sobre a consulta, mas não quis torná-la pública. Sobre os embargos de declaração, o deputado afirmou que Britto declarou ter intenção de levá-los a julgamento até a semana que vem.
Barros, que é presidente estadual do PP e opera a favor de Belinati, acrescentou que a reunião foi boa para o ex-prefeito porque o presidente do TSE teria reconhecido que ainda cabe recurso contra a cassação da candidatura ao Supremo Tribunal Federal (STF). Isso tinha ficado em dúvida no julgamento (que cassou Belinati), mas ontem ele reconheceu que a decisão pode ser revista pelo STF, disse. Sobre a consulta em tramitação, Barros foi mais cauteloso quanto à expectativa de prazo para o julgamento. Ele disse que pretende votar, mas ressalvou que depende do relator. Barros também citou declaração do presidente do TRE/PR, Jesus Sarrão, de que vai aguardar todos os recursos antes de convocar novas eleições.
A assessoria de imprensa do TSE disse que a consulta citada ontem foi apresentada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE/PI). A consulta não trata especificamente de eleições com segundo turno, mas a questão pode ser levantada no plenário por qualquer um dos sete ministros.


