TSE pede rapidez ao TCU em análise de fiscalização de obra de sua sede
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terça-feira, 02 de dezembro de 2008
Folhapress 
Brasília - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, enviou ontem um ofício ao Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo ''celeridade'' no julgamento do relatório de fiscalização da obra da nova sede da Corte Eleitoral.
Técnicos do TCU identificaram indícios de irregularidades na obra do TSE, conforme reportagem publicada ontem na Folha de S.Paulo.
O TSE diz que as dúvidas suscitadas na fiscalização já foram esclarecidas ao TCU. Mesmo assim, tais ''esclarecimentos'' foram reenviados hoje, como um anexo do ofício.
Também foram encontrados pelos auditores do Tribunal de Contas problemas na obra do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1 Região. Juntas, as obras custarão cerca de R$ 800 milhões.
Após a fiscalização e a posterior resposta do órgão responsável pela obra investigada, o relatório final é julgado pelo TCU que pode, a depender das constatações, aplicar multas, embargar obras ou simplesmente dizer que não existem irregularidades.
Essa foi a segunda auditoria na obra do TSE. A primeira levou a uma redução de R$ 4 milhões em seu preço, chegando a R$ 324 milhões.
Em plenário, os ministros do TCU disseram que as principais irregularidades encontradas naquela ocasião foram sanadas.
Em sua posse, Britto mandou fazer estudos para baixar o preço e agora o TSE diz que poderá economizar mais R$ 22 milhões.


