Brasília - Levantamento com base em informações divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que os bancos doaram neste ano mais dinheiro para os candidatos que contaram com o apoio do governo federal. Tradicionais grandes doadoras de campanhas eleitorais, as instituições financeiras brasileiras entregaram milhões de reais para os políticos. O campeão em doações foi o Itaú. De acordo com os dados do TSE, o banco doou pelo menos R$ 4.685.001,48. Em seguida, vieram o Banco Mercantil de São Paulo, com R$ 1.750.000, o Unibanco, com R$ 1.740.418,90, e o Alvorada - ligado ao Bradesco -, com R$ 1.420.000. Em 2002, segundo a ONG ''Às Claras'', o Itaú doou para todos, inclusive os candidatos à Presidência, um total de R$ 2,8 milhões.
O petista que mais recebeu dinheiro, de acordo com as informações parciais da Justiça Eleitoral, foi Aloizio Mercadante, derrotado no primeiro turno da disputa para o governo de São Paulo pelo tucano José Serra. Conforme as informações do TSE, Mercadante recebeu R$ 1.000.000 do Alvorada, R$ 500.000 do Itaú, R$ 300.000 do Unibanco e R$ 100.000 do Alfa.
O tucano contemplado até agora com mais doações de bancos foi Aécio Neves, reeleito governador de Minas. Recebeu R$ 800.000 do Itaú e R$ 350.000 do Unibanco. Também reeleito, o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, recebeu R$ 100.000 do BMC e outros R$ 100.000 do BMG. Eleito no primeiro turno para o governo da Bahia, Jaques Wagner conseguiu R$ 300.000 em doações do Mercantil de São Paulo. Derrotado na disputa pelo governo de Mato Grosso do Sul, o senador petista Delcídio Amaral recebeu R$ 400.000 do Mercantil de São Paulo. Ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci não foi esquecido pelos bancos em sua campanha por uma cadeira na Câmara. Ele recebeu R$ 150.000 do Unibanco e R$ 100.000 do Itaú.
As informações divulgadas pelo TSE são parciais porque por enquanto só 67% dos cerca de 20 mil candidatos prestaram contas à Justiça Eleitoral. Entre os que não prestaram contas estão os que descumpriram prazos e os que disputaram o segundo turno para governos estaduais e para o Palácio do Planalto. No entanto, as informações somente serão conhecidas no dia 28 de novembro, quando termina o prazo para que os dois prestem contas da campanha ao TSE.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a companhia Vale do Rio Doce fez uma única doação durante a campanha. Foi de R$ 150 mil para a então candidata a senadora pelo PFL do Rio Grande do Norte, Rosalba Rosado. O Grupo Gerdau, de propriedade de Jorge Gerdau, tido como ''ministeriável'' do governo Lula, por sua vez, foi bem mais generoso. No total, segundo o site do TSE (www.tse.gov.br), a empresa doou R$ 1.633.000,00 a candidatos distintos.

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