TSE inicia campanha contra voto nulo
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segunda-feira, 31 de julho de 2006
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciou ontem à noite a campanha nacional Vota Brasil, que começou a ser veiculada em 1994. Os anúncios têm dois formatos: de trinta segundos e de um minuto e estão sendo divulgados em emissoras de rádio e televisão. ''Dias melhores dependem da conscientização do eleitor'', alerta o ministro Marco Aurélio, presidente do TSE. O slogan este ano é ''Pense e Vote O Brasil está em suas mãos''. A campanha é composta por 32 peças diferenciadas®MDBO¯ ®MDNM¯que pretendem despertar no eleitor a importância do voto como um ato de decisão.
O TSE informou que o custo total da campanha institucional foi de R$ 3,8 milhões (incluindo publicidade e divulgação). A novidade este ano é que os eleitores residentes no exterior também poderão ver os filmes pelas emissoras Record Internacional e Globo Internacional. Quando os filmes do TSE começaram a ser veiculados no Brasil, era alto o número de votos nulos e brancos nas eleições. No Paraná, por exemplo, a campanha presidencial (que teve como principais protagonistas os candidatos Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Enéas Carneiro, Espiridião Amin e Leonel Brizola) contou com 16,77% de votos brancos e nulos. Isto significa que nada menos do que 795,2 mil eleitores decidiram não dar o voto para nenhum dos presidenciáveis.
O número de eleitores que não compareceram às urnas também foi grande. Mais de um milhão nem deram voto para nenhum dos candidatos na eleição de 1994 (17,45% do total). No mesmo ano, os votos nulos e brancos chegaram a 967,9 mil (20,41%) para o cargo de governador que teve como candidatos políticos como Jaime Lerner (na época no PDT), Alvaro Dias (na época no PP), Jorge Samek (PT), Rosemeri Kredens (PRN) e Jaime Kreush (PRONA). O maior número de brancos e nulos foi registrado para o cargo de deputado federal em 2004. Nada menos do que 1,9 milhão de eleitores (41%) não votaram em qualquer parlamentar ou partido político para o cargo de deputado federal. Na eleição de 94, os parlamentares mais votados foram Max Rosemann (então no PDT), Reinold Stephanes (ex-PFL), Paulo Cordeiro (PTB), Maurício Requião (PMDB) e Homero Oguido (PMDB).
De 94 para cá, o número de votos brancos e nulos para os cargos proporcionais caiu. Em 1998, apenas 21,1% dos eleitores votaram branco ou nulo para deputado federal quando foram eleitos com maioria dos votos os parlamentares Affonso Camargo (PSDB), Max Rosemann (PMDB), Florisvaldo Rosinha Fier (PT), Abelardo Lupion (PFL), José Janene (PPB). O único cargo com maior número de votos brancos e nulos do que 1994 foi o de governador. Na oportunidade, disputaram os cargos os candidatos Jaime Lerner (então PFL), Roberto Requião (PMDB), Jamil Nakad (PRONA) e Julio Cezar de Jesus (PSTU). Lerner venceu como candidato à reeleição. Em 98, cerca de 22,7% dos eleitores votaram em branco ou anularam o voto (mais de 1,1 milhão).


