São Paulo - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio Mello, disse que o TSE deverá julgar o caso dos parlamentares que mudaram de partido após o último dia 27 de março num prazo máximo de três meses. Na noite de quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) impôs a fidelidade partidária a partir do dia 27 de março passado, data da resolução do TSE.
''Imagino que em, no máximo, dois ou três meses, já tenhamos o processo aparelhado para análise pelo colegiado. Vamos caminhar para desburocratizar a tramitação, sem, no entanto, atropelar o direito de Defesa'', ressaltou o presidente do TSE.
Marco Aurélio Mello não acredita que a Câmara dos Deputados tenha influenciado o resultado do julgamento do STF. Isso porque os integrantes do Supremo têm cadeiras vitalícias e não cadeiras voltadas à relação pública.
''Cada qual se pronunciou de acordo com seu convencimento. O Judiciário não é passível de pressões e interferências.''
Prazo - O eleitor tem prazo até 7 de maio para regularizar sua situação e poder votar nas eleições municipais do próximo ano, segundo a Justiça Eleitoral.
Quem teve o título de eleitor cancelado por não ter votado no referendo de 2005 e nem nos dois turnos das eleições de 2006 deve ir a seu cartório eleitoral. O eleitor que não teve o título cancelado, mas deixou de votar ou justificar em algum turno, está em débito com a Justiça Eleitoral e terá de pagar multa.

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