O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) inicia dia 23 o combate a um dos tipos mais usados de fraude eleitoral, o da pluralidade de títulos. Servidores da Justiça Eleitoral estão sendo treinados para fazer o ‘‘batimento’’, que vai apontar quem são e onde se registraram os eleitores com mais de um título. O presidente do TSE, ministro Ilmar Galvão, previu que esse tipo de prevenção e a realização de eleições informatizadas nos municípios com mais de 40,5 mil eleitores - onde estão 56,42% dos votantes - conseguirão finalmente atacar a maior parte das fraudes verificadas nas eleições.
Com isso, o TSE espera acabar com o chamado voto ‘‘irmão gêmeo’’, em que o eleitor vota mais de uma vez. Apesar disso, ainda será difícil extinguir o ‘‘voto formiguinha’’. Nele, o eleitor leva para a urna tradicional um pedaço de papel carbono e uma cópia de cédula, onde ‘‘copia’’ o voto no candidato de quem espera receber algum tipo de recompensa.
Segundo dados do TSE, existem atualmente 755.548 situações de coincidência de nomes. Muitos deles provocados por eleitores que, ao mudar de domicílio, não pedem a transferência do título original, optando pela emissão de um novo documento. Mas há casos em que a fraude eleva substancialmente o total dos eleitores. Em Camaçari, na Bahia, por exemplo, o recadastramento mostrou que, de um total de 40.957 eleitores, menos de 25 mil residiam no município. Quase a metade do eleitorado, 42,1%, não apareceu para regularizar a situação.
O TSE desenvolveu um sistema de informática que permitirá o cruzamento diário das inscrições listadas no cadastro nacional de eleitores.

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