O TSE autorizou ontem os tribunais regionais eleitorais a começarem a impressão das cédulas de votação sem o nome do ex-presidente Fernando Collor entre os candidatos à presidência da República. O presidente do TSE, Ilmar Galvão, enviou circular aos tribunais regionais orientando a apresentação do nome de 12 candidatos à Presidência, por ordem de sorteio.
Galvão afirma que a Coligação Renova Brasil, formada pelo PRN e pelo PRTB, está excluída da disputa porque não substituiu a candidatura de Collor no prazo - até o último sábado. O primeiro nome da cédula é Ciro Gomes (PPS). O último é Alfredo Syrkis (PV). Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou em terceiro lugar. O presidente-candidato, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), ficou em sexto.
Collor teve o registro da candidatura negado pelo TSE e pelo Supremo Tribunal Federal porque, no desfecho do processo de impeachment, o Senado o declarou ‘‘inabilitado’’ para o exercício de função pública até dezembro de 2000.
O ex-presidente vem tentando garantir a inclusão do nome na cédula e a aparição na propaganda eleitoral por meio de recursos judiciais. O ofício de Galvão é uma tentativa de encerrar a batalha que Collor criou em busca de espaço no processo eleitoral.
Dos 14 candidatos que pretendiam concorrer à Presidência, 12 permanecem na disputa. Além de Collor, foi retirado o nome de Oswaldo Oliveira (PRP), que desistiu da candidatura e não apresentou substituto. A impressão das cédulas deveria ter começado no último dia 4, um mês antes da eleição. Os tribunais regionais estavam pressionando o TSE por uma definição.

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