Curitiba - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou o arquivamento da ação penal contra o prefeito Cassio Taniguchi (PFL) por irregularidades na sua prestação de contas da campanha de 2000, quando foi reeleito. Os ministros do TSE acataram a tese dos advogados do prefeito, que defendiam que as contas da campanha eram de responsabilidade do comitê partidário e não de Cassio. A denúncia contra Cassio tramitava na Justiça desde dezembro de 2001.
O prefeito comemorou a decisão do tribunal. ''Finalmente, fez-se Justiça. O que me preocupava era essa tentativa da oposição de misturar as coisas e confundir a opinião pública, responsabilizando o prefeito por eventuais problemas nas contas de campanha'', disse Cassio.
As acusações de irregularidades nas contas surgiram após a divulgação do livro-caixa do tesoureiro do comitê do PFL, Francisco Paladino Júnior, que apontavam gastos totais de R$ 32,8 milhões, R$ 29,8 milhões a mais do que o que foi declarado à Justiça Eleitoral. Os gastos, porém, foram registrados na prestação de contas do partido. A prestação de contas de Cassio não registrava nenhuma movimentação financeira. Durante o julgamento, os ministros do TSE citaram que vários políticos, inclusive o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentaram prestações de contas pessoais sem movimentação financeira nas últimas eleições.
O deputado estadual Angelo Vanhoni (PT), que foi derrotado por Cassio no segundo turno das eleições em 2000, lamentou a decisão do TSE. ''Eu respeito a decisão da Justiça, mas de qualquer maneira isso me entristece, porque os fatos mostravam de maneira clara que houve abuso do poder econômico'', disse. Vanhoni, que protocolou a denúncia contra Cassio na Justiça, criticou a brecha legal que permite que o candidato apresente uma prestação de contas em branco à Justiça.
A decisão do TSE enfraquece a artilharia do PT, que poderia utilizar o episódio durante a campanha eleitoral deste ano a favor de Vanhoni. ''Qualquer menção a essa ocorrência irá ensejar direito de resposta e até mesmo a suspensão da propaganda eleitoral'', comentou o advogado de Cassio, José Cid Campêlo.

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