Não foi ontem que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu o futuro político de Londrina. A expectativa criada pelo presidente da corte, Carlos Ayres Britto, na terça-feira da semana passada, de colocar em votação a consulta 1657, que pode indicar o procedimento a realização de novas eleições, até agora não se confirmou. A consulta do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Piauí não entrou na pauta da sessão de ontem e não há confirmação oficial de quando poderá chegar ao plenário. O impasse foi gerado pela cassação do registro de candidatura de Antonio Belinati (PP) dois dias após sua eleição. Os recursos de defesa do prefeito eleito também estão à espera de julgamento.
  O deputado federal Alex Canziani (PTB), que participou do encontro das lideranças paranaenses com Ayres Britto, disse ter recebido informação ontem de que a consulta pode ir para o plenário na sessão de amanhã. O processo está com o ministro Arnaldo Versiani - que tomou posse ontem como ministro efetivo do TSE.
  ‘‘Vou pedir uma audiência com o ministro Versiani nessa quarta-feira e pedir, por gentileza, que coloque na pauta, ou diga quando vai colocar’’, disse Canziani. ‘‘O presidente falou que ia colocar e até agora não aconteceu.’’
Emenda
  A indefinição sobre o nome do futuro prefeito levou a bancada de deputados federais a decidir, ontem, por conta própria, para que setor será destinada a emenda coletiva no orçamento federal. Normalmente, a escolha é feita em comum acordo com o prefeito. De acordo com Alex Canziani, em consenso com Luiz Carlos Hauly (PSDB), Barbosa Neto (PDT) e André Vargas (PT), o pleito recaiu sobre a educação - cerca de R$ 20 milhões para construção de creches.

mockup