Curitiba - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou anteontem que os autos relativos à cassação dos mandatos do prefeito de Itaperuçu (Região Metropolitana de Curitiba), José de Castro França (PPS), e do vice-prefeito da cidade, Osmário Bonfim de Castro (PPS), retornem ao juízo eleitoral do município, para o acréscimo de informações. A partir daí, o TSE pede ainda que o caso seja novamente enviado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná, que cassou os mandatos em dezembro de 2006 por corrupção e fraude. A decisão do TSE foi tomada a partir de um recurso protocolado pelo prefeito e pelo vice. França e Bonfim de Castro alegam que houve cerceamento nas suas defesas, daí o pedido de reexame da cassação.
No último dia 17, o prefeito e o vice também conseguiram impedir no TSE que os segundos colocados nas eleições de 2004 tomassem posse à frente da prefeitura da cidade, como solicitava o PMDB local.
Bonfim de Castro atualmente está no comando da prefeitura da cidade. Já França responde ainda a outro processo que corre no Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, a partir de uma denúncia envolvendo suposta irregularidades em licitações. Em meados do ano passado, França chegou a ser preso preventivamente por conta do caso do TJ e só foi liberado recentemente. Ele permanece impedido de voltar à administração local por conta do caso no TJ.
O TSE confirmou a cassação do prefeito e do vice (pelo TRE) no final do ano passado. Eles foram acusados de corrupção com base num documento no qual o então candidato a vice se comprometia a assegurar a permanência de três eleitores em cargos do primeiro escalão da administração e confirmava também que teria recebido R$ 350 mil para distribuição entre seus correligionários.
Em outra ''cláusula'' do documento, o candidato a vice assegurava, caso sua chapa fosse eleita, a pagar o valor com dinheiro público e, se não eleito, apoiaria um determinado candidato nas eleições de 2008.
França e Bonfim de Castro negaram que tivessem feito o contrato. Uma perícia confirmou que as suas assinaturas eram verdadeiras, mas eles alegam que, através de uma montagem, as rubricas foram ''coladas'' ao documento.
Já a acusação de fraude consistiu na suposta divulgação de pesquisa eleitoral sem registro e inverídica para prejudicar a candidatura de concorrentes.

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