Agência Estado
O Colégio de presidentes e corregedores dos 24 Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) divulgou ontem uma ‘‘carta de princípios’’ contendo sugestões para o projeto de reforma do Judiciário. O principal objetivo dos magistrados trabalhistas é neutralizar a ofensiva dos deputados da Comissão Especial que prepara o texto final da proposta de emenda constitucional e defende a extinção do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e dos tribunais regionais.
A carta - elaborada após reunião do colégio, em Brasília - representa a primeira reação em bloco dos principais dirigentes dos TRTs à ameaça que paira sobre essa parcela da Justiça. Eles exigem a manutenção do TST, dos TRTS e dos juízes trabalhistas.
‘‘A Justiça do Trabalho não é uma invencionice brasileira, não é uma criação tupiniquim’’, declarou o presidente do TRT de São Paulo, Floriano Vaz da Silva. ‘‘Não podemos defender a manutenção do que está errado, mas não vamos admitir propostas açodadas e imprudentes’’, acrescentou, na forma de recado ao relator-geral, deputado Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). Vaz da Silva reconhece que ‘‘é necessária uma reforma que purifique a Justiça do Trabalho’’, mas adverte: sua extinção ‘‘será maléfica’’.

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