O presidente do Tribunal Regional do Trabalho, José Fernando Rosas, apresentou ontem à tarde, aos sindicatos que representam os servidores públicos no Estado, a proposta do governo que propõe uma quitação da dívida de R$ 29 milhões gerada pelo não pagamento dos precatórios alimentares (créditos trabalhistas garantidos por decisão da Justiça do Trabalho). Rosas, que se resumiu a formalizar a vontade do governo de parcelar a dívida em prestações mensais de R$ 1,5 milhão, disse ontem que ‘‘há disponibilidade das duas partes para um acordo’’, que pode ser fechado no dia 25.
Os advogados dos sindicatos informaram, no entanto, que o fórum das entidades se reúne no próximo dia 19 para avaliar a proposta e formular uma provável contra-proposta, que deverá ser por escrito. Os advogados sinalizam mudanças na proposta original, tais como a alegação de que a dívida não é de R$ 29 milhões e sim de R$ 39 milhões e de que há necessidade de um reajuste de valores, que em alguns casos já estariam defasados.
Os representantes dos sindicatos criticaram ainda o governo durante a audiência com o TRT. Acusaram o governador Jaime Lerner de aplicar em outros setores menos prioritários o dinheiro que deveria ser destinado para o pagamento dos precatórios alimentares.
O novo documento, contendo as reivindicações dos servidores, será entregue pelo presidente do TRT ao secretário da Fazenda, Miguel Salomão; e ao procurador geral do Estado, Luiz Roberto Caldas. ‘‘O que precisamos é de uma negociação com responsabilidade das duas partes’’, diz Rosas que lamenta o descumprimento das decisões do TRT. (L.D.)

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