Tropeço do governo municia oposição
Curitiba - Os partidos de oposição a Requião já sabem o que esperar do que promete ser mais uma acalorada disputa eleitoral nos municípios. Para os presidentes dos partidos que se opõem ao governador na Assembléia Legislativa, o auxílio do governo do Estado não deve ser um fator preocupante na campanha eleitoral.
Para o presidente do PFL estadual, Abelardo Lupion, a interferência do governo não deve ser tão decisiva nos municípios menores como se apregoa. ''A campanha municipal é marcada pelas paixões do grupo político local, que movem as pessoas a lançar suas candidaturas. Nesses locais, as questões maiores da política estadual não têm tanto peso. Além disso, o governador já tentou interferir nas questões do PFL recentemente e não teve sucesso'', comentou Lupion, referindo-se às eleições para o diretório estadual da sigla no início de abril quando o pefelista acusou o governo de pressionar prefeitos a votar em Alceni Guerra (tido como favorável a Requião).
Já o presidente do PP (antigo PPB) paranaense, Dilceu Sperafico, acredita que fazer oposição a Requião pode ser até um ponto favorável. ''Se o governo estiver em um mau momento em 2004, pode até ser mais fácil eleger prefeitos fazendo oposição a Requião.'' Sperafico ressalta porém que em muitos locais o PP deve aliar-se ao PMDB para as disputas pelas prefeituras municipais.
Já o PSDB, que ainda não estruturou de maneira definitiva seus diretórios estaduais e municipais após a saída dos senadores Alvaro e Osmar Dias da sigla para o PDT em 2001, ainda não definiu suas estratégias para a eleição do ano que vem na maioria dos municípios. Segundo o presidente da comissão provisória do PSDB no Estado, Beto Richa, a prioridade no momento é fortalecer as lideranças do partido. A única campanha que tem recebido atenção especial dos tucanos até agora é a disputa pela prefeitura da Capital. (R.S.)





