Tropa de choque tenta impedir procedimentos
Maurício Moraes
Agência Estado
De São Paulo
As articulações dos vereadores Brasil Vita (PPB), Wadih Mutran (PPB) e Miguel Colasuonno (PMDB) para barrar o processo de impeachment na Câmara resultam de uma longa afinidade com o governo Celso Pitta (PTN). Os três parlamentares nunca decepcionaram o Executivo. Além de sempre terem ajudado a aprovar projetos de interesse da Prefeitura, também bloquearam várias CPIs.
Assim como Pitta, a tropa de choque do prefeito foi acusada de estar envolvida em irregularidades. Há anos o vereador Brasil Vita o mais antigo da Câmara detém o controle da Administração Regional (AR) do Butantã, na zona oeste de São Paulo. No ano passado, descobriu-se que sua cunhada, Ana Carlota Amaral Vita, seu irmão, Mário Régis Vita, e seu sobrinho, Marcelo, trabalhavam na Anhembi Turismo e Eventos.
O irmão do parlamentar, Fiore Vita, era funcionário da Empresa Municipal de Urbanização (Emurb) até o ano passado. Brasil Vita ocupa o cargo de líder do governo desde abril de 1998, quando doze vereadores se rebelaram contra o prefeito, exigindo maior espaço político. O impasse foi resolvido logo depois. Vita votou contra o impeachment e a prorrogação da CPI dos Fiscais, em maio. Ele fez o que pôde na semana passada para impedir que o relatório da OAB-SP fosse levado à votação no plenário.
Vita contou com a ajuda de Wadih Mutran. Articulador de manobras históricas para salvar o governo, o vereador controla a AR-Vila Guilherme/Vila Maria. Em 1998, usando uma brecha no regimento da Câmara, conseguiu assumir a presidência da CPI da Educação e decretou seu fim. Também votou contra a CPI dos Fiscais e o impeachment. No ano passado, o vereador cassado Vicente Viscome denunciou-o como participante de esquema de corrupção no Serviço Funerário da Vila Maria. O parlamentar indicou seu sobrinho para trabalhar na Anhembi.





