Tropa da PM vai proteger Congresso
Agência Estado
A Esplanada dos Ministérios terá a segurança reforçada pelo batalhão de choque da Polícia Militar a partir de terça-feira, para evitar a pressão de manifestantes contra os deputados na votação do projeto de emenda constitucional da reforma da Previdência. A votação do texto está prevista para quarta-feira. O reforço no policiamento foi solicitado ao governo petista do Distrito Federal pelo presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP).
Temer também determinou que a partir de terça-feira só terão acesso às dependências da Câmara os próprios deputados, os funcionários e os jornalistas credenciados. Durante a sessão de votação (que pode se prolongar até quinta-feira), serão admitidos visitantes nas galerias, mas somente com credenciais emitidas pela presidência. Os documentos serão distribuídos em número proporcional ao tamanho das bancadas de cada partido, o que impedirá que a oposição mobilize manifestantes para lotar as galerias.
Também estão cancelados todos os eventos e reuniões públicas nos recintos da Câmara no período de votação da reforma. É comum que os pequenos plenários da ala das comissões no anexo III da Câmara sejam cedidos para reuniões de entidades sindicais que se opõem à reforma. Elas acabam se transformando em base de operações para os manifestantes que interferem nas votações. Há duas semanas, o deputado Arnaldo Faria de Sá (PPB-SP) conseguiu levar 1.500 manifestantes para a Câmara, argumentando que estavam comemorando o Dia Nacional do Aposentado.
As providências tomadas pelo presidente Michel Temer visam a evitar novos tumultos, como o que ocorreu anteontem, culminando com a invasão e ocupação, por mais de uma hora, do plenário principal da Câmara. Os manifestantes tentaram, em vão, impedir a aprovação do relatório do deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP) na comissão especial da reforma da Previdência. Além de ocupar o plenário, os manifestantes derrubaram a porta de vidro da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Houve troca de agressões entre parlamentares e agentes de segurança.
Para pressionar contra a votação da reforma em primeiro turno, a CUT e a Coordenação Nacional das Entidades de Servidores Públicos Federais (CNESF) vão mobilizar 3 mil manifestantes de todo o País. Eles pretendem acampar na Esplanada dos Ministérios a partir de segunda-feira e permanecer no local até quinta-feira, véspera do final da convocação extraordinária do Congresso Nacional.
Eles também vão se manifestar contra a votação da reforma administrativa no Senado. O primeiro turno de votação está marcado para quarta-feira. A CUT informou que vai concentrar os acampamentos em frente aos prédios dos Ministérios da Previdência e da Administração e em frente ao Congresso Nacional. O batalhão de choque foi convocado para prevenir invasões de prédios públicos.





