Curitiba - Acaba hoje à noite o prazo para mudança de partido para quem pretende concorrer em 2006. A escolha dos novos partidos é feita, normalmente, mais com base nas conveniências para a disputa eleitoral do que na ideologia. Para muitos políticos, mudar de sigla é necessário para que possam disputar um determinado cargo, o que não seria possível em outro partido seja pela concorrência, seja por falta de dinheiro para a campanha.
Muitos deixam para assinar a ficha de filiação na última hora. É o caso do deputado estadual Geraldo Cartário (PSL), sondado pelo PMDB. O deputado só decide seu futuro político hoje. Os mais apressados ou decididos trocaram de legenda há mais tempo. Um exemplo é o deputado estadual Luiz Carlos Martins (ex-PSL), desde sábado passado o novo integrante do PDT de Osmar Dias. Ontem, o deputado Mauro Moraes (ex-PL) assinou ficha no PMDB do governador Roberto Requião. Moraes, que passou 10 anos filiado ao PMDB, decidiu retornar. Pelo PL, Moraes disputou a Prefeitura de Curitiba, no ano passado, mas não chegou ao segundo turno.
Nos últimos meses o PMDB tem feito um esforço concentrado para filiar prefeitos. Já tem 181 dos 399, segundo o levantamento da Casa Civil. E por isso comprou uma briga com o PPS, que perdeu filiados. O vereador Paulo Salamuni, militante do PMDB há décadas, mudou para o PV por conta de brigas dentro do partido. Ele ambiciona uma candidatura ao Senado. O PSDB foi outro que engordou seus quadros. O vice-prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (ex-PSB) foi para o PSDB, partido do prefeito Beto Richa. Junto com Ducci trocaram de sigla quatro secretários municipais e dois administradores regionais.

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