Trinta são investigados em nova fase da Publicano
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domingo, 06 de setembro de 2015
Loriane Comeli<br>Reportagem Local 
O número de envolvidos no suposto esquema de corrupção na Receita Estadual de Londrina investigado desde julho do ano passado há mais de um ano, portanto pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) está perto de duas centenas, conforme consta de duas ações penais resultantes da primeira e segunda fases da Operação Publicano, e não para de crescer.
A terceira fase, afirma o promotor Renato de Lima Castro, envolve pelo menos 30 pessoas, incluindo novos nomes de empresários e auditores. Até agora, são rés nas duas ações 198 pessoas, sendo 63 auditores de Londrina, de cidades da região e de Curitiba a investigação revelou que a cúpula da Receita, que trabalhava na capital, figurava no topo da hierarquia da organização criminosa que cobrava propina de empresários para deixar de fiscalizar o recolhimento de impostos estaduais, especialmente ICMS. Ao todo, 78 empresas estão envolvidas nas duas primeiras fases da Publicano.
"Nesta terceira fase, temos novos investigados outros empresários que pagaram propina para a organização criminosa e novos fiscais. Os crimes apurados são formação de organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro", afirmou o promotor de Defesa do Patrimônio Publico, Renato de Lima Castro. "Também estamos nos dedicando a analisar a evolução patrimonial dessas pessoas que enriqueceram ilicitamente a custo de recebimento de propina."
A última ação da Publicano foi protocolada em 30 de junho e, desde então, o Gaeco segue analisando documentos apreendidos e ouvindo testemunhas ou investigados. O grupo também confronta informações repassadas pelo auditor Luiz Antonio de Souza que fez acordo de delação premiada com os promotores, entregou colegas e confessou crimes.
Outro ponto da investigação, revelou Castro, é cobrança de propina em postos fiscais localizados nas rodoviais do Estado. Nesses locais, auditores recebiam propina de caminhoneiros que transportavam mercadorias sem o recolhimento devido de impostos. Já havia um acordo prévio com as empresas para liberar a carga mediante pagamento de vantagem indevida aos auditores.


