São Paulo - Uma queixa-crime do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra o juiz federal Sergio Moro foi rejeitada, por unanimidade, pelo TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região, em Porto Alegre. O pedido corria em segredo de Justiça. Advogados de Lula solicitaram em novembro que fosse aberta uma ação penal contra Moro por causa da divulgação de escutas telefônicas entre o petista e a então presidente Dilma Rousseff, alegando que o Supremo Tribunal Federal considerou ilegal a publicização dos diálogos.
Ainda criticavam a condução coercitiva do ex-presidente para depor em março do ano passado, quando houve operação de busca e apreensão em sua residência, de familiares e no Instituto Lula.
O pedido para que Moro se tornasse réu foi julgado na 4ª Sessão do tribunal, composta por sete juízes federais na tarde desta quinta-feira (9). O julgamento teve sustentação oral das defesas dos dois lados. Moro foi defendido por sua mulher, a advogada Rosângela Wolff Moro, e Lula pelo advogado Cristiano Zanin.
O Ministério Público, que também se posicionou, pediu que o tribunal rejeitasse a queixa-crime. Procurada, a defesa de Lula não se manifestou. A reportagem não conseguiu localizar a advogada Rosângela Moro.

STJ
O ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), havia negado na quarta-feira, 8, um pedido de medida liminar apresentado pela defesa do ex-presidente Lula para suspender a tramitação de uma ação penal aberta contra o petista no caso tríplex de Guarujá.

Ao negar o pedido, Fischer pediu que o Ministério Público se manifeste sobre o caso. O mérito do habeas corpus ainda será analisado pela Quinta Turma do STJ. Ainda não há previsão de data para esse julgamento.

No mérito, a defesa de Lula pede a nulidade absoluta do caso, sob a alegação de suspeição do juiz federal Sérgio Moro, acusado pelo petista de conduzir as investigações de modo parcial.

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